Xbox One X, PS4 Pro e Switch: para onde vão os números de vendas?

Depois das apresentações da E3 2017, algumas definições ficaram bem claras no mundo dos hardwares: a Sony está investindo cada vez mais na tecnologia VR com o PS4 Pro, enquanto a Microsoft deseja vender muitas unidades do seu recém anunciado Xbox One X, baseado no crescimento natural na tecnologia 4K. Já a Nintendo está focada em desenvolver muito conteúdo e apostar na jogabilidade híbrida e criativa do seu novo console Switch para alavancar os números de vendas.

Com 22 jogos anunciados durante o evento para seu novo console de alta performance, muita contextualização com a tecnologia 4K e exclusivos temporários para as plataformas Xbox da geração atual, a Microsoft deixou muito claro o desejo de se aproximar o máximo possível da concorrente Sony, enquanto a Nintendo ampliou sua meta de vendas para o primeiro ano do Switch de 10 milhões de unidades para 18 milhões em todo o mundo.

Xbox One X: será este o caminho?

Ao preço de US$ 499, o Xbox One X terá muito trabalho para tirar tanto dinheiro dos bolsos dos fãs e possíveis novos entrantes no mundo do consoles. Mesmo assim, a consultoria DFC Intelligence apontou que o novo console pode chegar às 20 milhões de unidades vendidas até o ano de 2022.

A DFC publicou hoje uma projeção de 17 milhões de unidades do Xbox One X vendidas até o ano de 2021 pela Microsoft, sendo que estas unidades elevarão o total de consoles Xbox vendidos para 63 milhões de unidades. Se comparados aos atuais 60 milhões de unidades já vendidas pela Sony do PlayStation 4, não significa muito mesmo.

Falando em PS4, dos 60 milhões de unidades atualmente vendidos um total de 20% - ou 12 milhões - das unidades referem-se ao novo PS4 Pro, lançado no ano passado. Uma larga diferença que pode facilmente se tornar inalcançável para a concorrência.

Segundo a consultoria, a disparidade entre os números projetados de vendas do Xbox One X e do concorrente PS4 Pro se deve ao fato de que o modelo da "Microsoft, por conta do alto custo, se destina a um público extremamente limitado, interessado em investir uma grande quantidade de dinheiro numa plataforma com capacidades gráficas de última geração e tecnologia 4K, sem a necessidade de adquirir - ou montar - um ainda mais caro computador de última geração", conforme afirmação do analista David Cole para a Gamesindustry.biz.

"O desafio [para o Xbox One X] está no limitado mercado consumidor da tecnologia atual, mesmo que as vendas de televisores 4K comecem a decolar rapidamente à partir de agora", concluiu Cole.

É preciso lembrar que outro concorrente duro entrou no páreo este ano: o Nintendo Switch, que vem brigando em números de vendas com o líder PS4 desde o lançamento, chegando a superá-lo durante dois meses, inclusive nos Estados Unidos. Segundo estes movimentos e as previsões atuais dos analistas, o Switch já desponta como candidato a ultrapassar o Wii como o console mais vendido da Nintendo de todos os tempos e brigar diretamente com o PS4 até o final desta geração.

Para o analista da DFC, tanto a Nintendo com seu console Switch quando a Sony com o PlayStation 4 Pro oferecem uma proposta robusta por um preço justo, aos quais os consumidores parecem bastante propensos a aderir no momento.

Exclusivos podem virar o jogo nas vendas?

Ainda segundo a DFC, é esperado o lançamento de ao menos 130 títulos para o Xbox One, de agora até o fim de 2018, com 25 títulos exclusivos da plataforma e do PC Windows. Porém, novamente segundo o analista David Cole, os exclusivos não devem ser um fator de impacto tão relevante nas vendas destes novos hardwares.

"Muitos dos exclusivos tratam-se de títulos indies que provavelmente não apresentarão uma vantagem tão relevante em termos gráficos nos novos consoles. Além disso, o salto de 1080p para o 4K não é tão revolucionário quanto foi o salto anterior da definição padrão (SD) para a alta-definição (HD)."

Ainda segundo a consultoria, com o lançamento dos novos hardwares e o crescimento constante do mobile e das vendas nos PCs, a indústria dos games deve superar o recorde de vendas com fechamento na casa dos US$ 102 bilhões ainda este ano, ampliando os valores em 8% em relação à 2016.

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