Análise de Star Trek: Bridge Crew | Explorando o Universo VR

Diário de bordo 1420.6, a bordo da USS WannaPlay. Capitão Chico, temporariamente no comando, entrando em simulações onde nenhum wannaplayer jamais esteve.

Lançado pela Ubisoft para as principais plataformas de realidade virtual do mercado - HTC Vive, Oculus Rift e PlayStation VR -, Star Trek: Bridge Crew é um simulador que só consegue entregar o que se propõe devido a tecnologia na qual foi desenvolvido.

O game junta até quatro jogadores para fazer parte da tripulação de ponte da USS Aegis, assumindo um cargo com responsabilidades únicas e específicas. Similar a uma sessão de RPG de mesa, o grupo possui todas as ferramentas necessárias para caracterizar e interpretar fielmente seus personagens, e devem manter uma comunicação impecável caso queiram obter sucesso nas missões espalhadas pela galáxia.

O tutorial explica muito bem as funções e comando de cada uma das posições, e é extremamente recomendado que você faça todos eles antes de começar a jogar para valer.

A história se passa após os eventos ocorridos no reboot lançado nos cinemas em 2009, focando em uma tripulação cujo o objetivo primário é encontrar um novo lar para os Vulcanos após a destruição de seu planeta natal. Isso leva os jogadores para a região conhecida como "Trench", onde existe uma ocupação de Klingons, proporcionando diversas batalhas entre eles e a USS Aegis.

As missões podem ser completadas de duas formas: no modo single player, você assume o controle do capitão da nave e possui alguns comandos para dar ordens diretas aos três oficiais restantes, controlados pelo computador, com a opção de assumir temporariamente as outras cadeiras para executar alguma ação específica. Já no modo online - onde está a grande diversão do game -, você se junta a outros três jogadores e possui a opção de escolher entre capitão, oficial de armas, engenheiro ou piloto. Cada um dos cargos possui painéis próprios com controles específicos sobre as funções da nave, sendo que o comandante possui uma visão geral sobre tudo e acesso as informações da missão. Sua função é a mais complexa e requer um bom conhecimento de todas as outras posições, portanto não é recomendado que você tente liderar a equipe logo de cara.

Vale ressaltar que toda a comunicação do modo online é feita por voz, o que pode ser um problema para os brasileiros, já que existem poucos jogadores por aqui devido ao preço abusivo dos óculos de realidade virtual no país.

Apesar de ter uma qualidade gráfica mediana e poucas variações de personalização de avatar, Star Trek: Bridge Crew possui um alto nível de imersão e fidelidade ao universo da obra original. A reprodução da ponte de comando é completa e realista, e os visuais externos do espaço com seus planetas, estrelas e outros corpos celestes são muitas vezes estonteantes.

O grande ponto forte, entretanto, está na interação humana. Formar um grupo com outros jogadores que entram na brincadeira e realmente assumem os papéis de oficiais da ponte faz você se sentir dentro de um episódio de Star Trek.

imersão9
Online8
Graficos6.5
Jogabilidade8.5
Apesar dos gráficos medianos, Star Trek: Bridge Crew entrega uma experiência autêntica, com um modo online cooperativo bastante divertido e imersivo.
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